sábado, 15 de novembro de 2008

Caminhos e canções

Sua canção me conduz
me leva num canto qualquer
numa viagem me lembra caminhos
noutra viagem me lembra mulher.
Me leva num sonho que não é somente
mas virou semente que brota na gente
de corpo, de mente, nos bares da vida
madrugada fria,
muita aguardente de morte vivida.
Mas de melodias pra longas viagens
e breves regressos de vidas floridas.
Estrela cadente qual copo de vidro
em mãos tremulando, às vezes sorrindo
às vezes chorando
entre desenganos ainda transparentes.
Sua canção me leva a caminhos
às vezes em flores,
às vezes marcados por tantos espinhos.
Mas muitos já passaram da encruzilhada
perseguindo o sonho de reconstruir.
A sua canção me lembra mulheres
de falsos valores.
Objetos caros tão televisados.
Corpos tão perfeitos pra tão pouca mente,
bundas salientes, olhar mascarado.
Mas também me lembra
mulheres que querem ser gente,
Que quer diferente a nossa nação.
Mulheres que aprenderam a rasgar caminhos
contra os colarinhos da escravidão.
Mulheres da roça, sem letra, sem chão.
Mulheres da rua, sem casa, sem pão.
Mulheres Rosas, Olgas, vermelhas.
A estas, nossa paixão companheira.
A estas, nossa admiração.
A estas dedico com todo carinho
os belos acordes que se faz caminho
em sua canção.
Zé Pinto.

2 comentários:

Vivi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vivi disse...

Estou marcando presença!!!

Valeu!!!

Paz de Cristo!!!

Vivi (filha do Shingó)